segunda-feira, 24 de setembro de 2012

poema

Segue o poema de um amigo muito querido, o Caco:


Na vida, a questão sofrida
Em penas deleitam-se os sentidos;
Na morte, damos guarida
Aos sentimentos que preferimos.
Tudo é assim, dirão vocês.
Sim, diremos nós.
Ao amargo fim,
A Dor atroz.
Porém, da miséria nasce
O pranto de Luz que enobrece.
A Alma, que no céu renasce,
Projeta o caminho que entristece,
Sabedora de que no mar da vida
Somente a Dor esclarece
O porquê de cada ferida
Servir de momento de prece.
Na ponteira de nosso barco
Segue a figura que escolhemos
Loira deusa, negro monstro
Firme a recolher-nos
As causas que largamos
As luzes que apagamos
As dores que não consolamos
As penas que não coibimos
As lutas que fugimos
E as vitórias que não alcançamos..
Seguimos agora, Pai da Vida
Na tua senda serena
Plenos de Amor, de Vida
Certos que na Tua lida
Em Tua paz dormiremos
Quando ao fim de cada jornada
Trouxermos, em despedida,
A Tua coroa dourada
De espinhos, torta e dorida
Para nos adornar a fachada
Do Espírito em franca subida
E aos Teus pés depositarmos
Cada Esperança vivida..

Falsos Profetas

Pedi a um amigo explicações para esse trecho do Evangelho. Disse-me ele:


...A palavra é fonte especial de transporte de energias. Se positivas ou negativas, só depende de nós, mesmo. A nossa palavra pode trazer esperança e alegria ao aflito, assim como pode trazer desassossego, mágoa e dor.
É nossa escolha o destino que daremos a ela, para que depois não nos traga arrependimento ao ter de enfrentar face a face as conseqüências das palavras desgarradas que soltamos aos ventos bravios de nossas emoções descontroladas. Peçamos ao Mestre Jesus, sempre, que guie nossas bocas, para que nossa palavra seja sempre de ânimo, de consolo, de carinho, trazendo a quem nos ouve a sensação de aconchego e acalanto. Só assim não seremos nunca taxados de “falsos profetas”, porque estaremos sempre levando ao nosso próximo o Amor de Jesus, embrulhado no nosso, como se fosse um belíssimo presente embrulhado em pacote singelo.

sábado, 15 de setembro de 2012

Amor Verdadeiro

Retirado de uma postagem no Face:


O VERDADEIRO AMOR

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento.
Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio.
O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:

“Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto.
Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete.
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta.
Durante o velório, meu pai não falou.
Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.
Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção: “- Meus filhos, foram 55 bons anos…Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.”
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou: “- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises.
Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade.
Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, e perdoamos nossos erros…
Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim… “
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.”
E, por fim, o professor concluiu: Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.

Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar.
Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.
O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe e terá a indescritível alegria de compartilhar."