segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

duelo no mundo atual

Texto de um amigo a respeito da passagem do Evangelho sobre o duelo. Este eu acho que dispensa comentário de minha parte..

"Mestre querido, aqui estamos novamente, a implorar teus dons e tua sabedoria!
Essa coisa do duelo em massa que ocorre hoje é tão verdadeiro quanto lamentável, efetivamente. Antes ele foi individualizado, e basicamente tinha as mesmas regras que agora: o vencedor escreve a história. Essa característica faz que o duelista se esforce dobrado para vencer, pois a sobrevivência garante que seja pintado como herói da história..
As massas, tão manipuláveis pelo marketing e pela propaganda na idade média como hoje, seguem exatamente o que desejam seus titereiros. E o resultado são as eleições de criaturas com débitos cármicos deploráveis para líderes de nações poderosas e belicistas. Estes seres têm nas mãos as oportunidades de suas várias existências de fazer o bem e redimir-se; como vocês notaram, a família Obama, que tinha débitos horríveis relacionados à escravidão naquele país, veio em pele negra e fez tanto bem a tantos compatriotas e a tantos outros povos com sua política externa como foi; já outros líderes não estão conseguindo se libertar dos erros do passado e seguem piorando seus carmas..
A liderança é coisa tão difícil que há no Plano Espiritual cidades próprias para seu aprendizado, como se sabe.  De lá, estes seres saem prometendo aos outros e a si mesmos um lindo futuro benfazejo; mas a maioria não consegue.. vejam aí os políticos do cenário nacional, a maioria pegos com a mão na cumbuca, e não se envergonham! Ainda tentam fazer pior.. vejam os que fazem de tudo para traficar privilégios na prisão.

Nossa mensagem hoje é de apometria, na verdade. Precisamos, em massa, orar por nosso planetinha azul. Precisamos pedir ao Pai Criador que ilumine nossas almas, para que os que podem agir não hesitem, os que podem apoiar, não se omitam, e os que devem defender, não se amedrontem. Que o Mestre nos ilumine a todos, e nos mostre o caminho a seguir, pois certamente é estreito e recheado de espinhos, mas tem de ser aquele que nos levará à vitória do Amor incondicional."

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Vida

Faz tempo.. Mas hoje eu queria compartilhar o ensinamento de um amigo que me falou muito ao coração:

"O ensinamento de Jesus é claro: a vida futura existe. E não é como queremos que seja, mas sim como fazemos que seja. Ela, assim como a vida na Terra, é total e intransferivelmente nossa. Fazemos dela, literalmente, o que queremos. Se a queremos vazia, alegre, infeliz, produtiva, amarga, participativa, é nossa escolha, totalmente. A vida futura também é nossa Vida. E o preparo que fazemos para chegar até ela faz que definamos como ela será. Lembram a estória do bêbado que antes de apagar no desfalecimento alcoólico conseguia dizer a primeira frase do Pai Nosso? Pois é mais ou menos por aí..
A Vida que desejamos uns para os outros também define a vida que teremos, já pensaram nisso? Talvez seja um dos motivos mais fortes para o “Amai-vos uns aos outros”. Ajudando-nos mutuamente, definimos para melhor a vida do outro. E com a ajuda que recebemos, também redefinimos a nossa para melhor. E, de novo, só depende do que decidimos fazer.. :)
Tenham um pouco mais de paciência com as pessoas ao redor de vocês. Sabemos o quanto é difícil isso. No começo da decisão de ajudar, vamos empenhados. Com o passar do tempo, com o desgaste da convivência, ficamos cada vez mais impacientes. Tentem, apenas tentem, doar um tiquinho mais de paciência ao seu redor, sem olhar a quem. Esperamos que o resultado surpreenda. ;) "

Para quem não conhece, o bêbado da estória entrou no Paraíso antes de renomado religioso, que nunca vigiava os próprios pensamentos.

O texto em si já traz linda reflexão.. mas só pra não dizer que não comentei, percebo que aqueles que desejam de verdade o mal para as pessoas ao redor de si vivem num inferno pessoal. Mas imagino que quem vive assim precisa de uma situação extrema, os chamados milagres e conversões que se vê por aí, para mudar de atitude, de vibração, de postura e, por fim, de vida. Talvez por isso a Vida nos coloque em situações de extrema dor, chacoalhando o barco com força, para que, perdendo totalmente o equilíbrio e sendo obrigados a levantar com o barco jogando fortemente, possamos nos reerguer de outro jeito, mais vigilante, mais ponderado. Novamente citando alguém mais sábio, "somos nós que fazemos a Vida, pro que der e puder e vier.."

domingo, 13 de março de 2016

Palavra

Tenho ouvido rádio, lido jornal, eventualmente visto noticiário na TV. Tenho lido facebook e visualizado posts por aí. E tudo têm me assustado profundamente.
Fico com a impressão que estou vivendo numa versão tecnológica do século XIII ou qualquer coisa parecida..
Numa palestra de Heloísa Pires, aprendi que a humanidade não evolui numa linha crescente, como imaginava, mas sim numa espiral, restando a quem está nela a sensação de que as coisas vêm em ondas. Ok. Devemos estar numa dessas fases para baixo, então..
Digo isso porque chego à conclusão que está proibido discordar. Que qualquer um, com o discurso (gritado em altas vozes) de que faz parte de uma minoria e que está sendo "oprimido", pode literalmente oprimir todos à sua volta e/ou ao seu alcance, para que o seu ponto de vista seja o que prevalece. Que comportamento ético, que respeito ao próximo, que a preocupação com o outro, que o "faça ao outro o que deseja para si" são conceitos que estão sendo deliberadamente jogados no lixo, usando os mesmos como argumento na cara larga para fazer exatamente o oposto do que se diz.
O noticiário internacional horroriza. Mortes de inocentes planejadas com esmero, por suicidas convencidos por oradores que não vão à missão. Pessoas torturadas e mortas diante de câmeras para amedrontar o mundo. Mulheres, crianças, idosos, oprimidos de verdade em seu dia-a-dia, onde não lhes é permitido nada, sob pena de espancamento, mutilação, tortura.
O noticiário nacional horroriza. Mortes planejadas com esmero. Pessoas torturadas e mortas. Mal se pode sair à rua por medo de violência. Ficar parado no trânsito pode ser perfeitamente a chance de ser vítima da violência que se lê no jornal.
As mídias sociais horrorizam. Alfinetadas, desaforos, diretas e indiretas. Incitação à violência, à intolerância. Crimes são "combinados" à vista de todos.
aaafff...
Padre Zezinho colocava, na sua singela sabedoria, numa letra de música que aprendi na infância: "palavra não foi feita para dividir ninguém; palavra é uma ponte onde o Amor vai e vem.."
Se eu puder sugerir, então peço a quem me lê que pense antes de falar. Que antes de soltar uma frase agressiva ou intolerante, mesmo que seja uma piada, que pense se a mesma coisa, talvez a mesma piada, não poderia ser dita de uma outra forma. A escolha das palavras é muito importante.
Talvez você pénse que isso é um grande desaforo, pois dá trabalho e não dá margem à espontaneidade. Talvez você esteja certo.
De início, talvez seja mesmo.
Porém, com o tempo, talvez você se acostume a falar de forma mais suave, ainda que seja para dar uma bronca ou colocar limites. Talvez você consiga dar a mesma graça a uma brincadeira sem ofender a ninguém.. Talvez você consiga ser ouvido sem gritar.
Quem sabe?
E se muita gente fizer isso, talvez - e apenas talvez - consigamos fazer com que essa espiral se torne ascendente novamente..

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

coisas bizarras..

espia a notícia de hoje.. Se isso não é bizarro, esqueci o que o termo quer dizer.

Professora é condenada por abusar sexualmente do marido

A 3ª Câmara Criminal do TJ/SC manteve a condenação de uma mulher que abusou sexualmente do marido, fixando pena de nove anos de reclusão, em regime fechado. O crime deu-se na comarca de Balneário Piçarras, litoral norte do Estado.

Aline Ribeiro Barone, 39 anos, professora universitária, casada há 3 anos com o empresário Jorge Nicodemos Alcântara (54) sempre foi tida como uma mulher recatada e de princípios bem definidos de acordo com a moral cristã. Familiares e amigos ficaram estupefatos com a notícia da condenação.

Segundo a vítima, a professora o obrigava a ter relações sexuais todos os dias. Muitas vezes praticava violências físicas e verbais que podiam ser ouvidas por vizinhos do condomínio. Jorge chegou a dizer em depoimento que “era obrigado a ter relações até nos dias em que ela estava menstruada”.

A professora Aline disse à entrevista que “uma das obrigações do marido é a saciedade dos impulsos eróticos da esposa. O que eu pedia não era nada demais. Demais é ser condenada por exigir o que é meu por direito”.

O desembargador Otávio Oliveira Borges relatou na sentença: “O ato sexual deve possuir a mútua concordância entre os envolvidos. O casamento não é um alvará de usufruto do corpo dos cônjuges. Há de se respeitar os limites físicos, mentais e eróticos. A ré tem a sua pena agravada por constrangê-lo perante vizinhos e também por tentar por meio da introdução de objetos estranhos a natureza anatômica masculina, testar zonas eróticas do corpo da vítima sem a devida aprovação”.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

poema

Segue o poema de um amigo muito querido, o Caco:


Na vida, a questão sofrida
Em penas deleitam-se os sentidos;
Na morte, damos guarida
Aos sentimentos que preferimos.
Tudo é assim, dirão vocês.
Sim, diremos nós.
Ao amargo fim,
A Dor atroz.
Porém, da miséria nasce
O pranto de Luz que enobrece.
A Alma, que no céu renasce,
Projeta o caminho que entristece,
Sabedora de que no mar da vida
Somente a Dor esclarece
O porquê de cada ferida
Servir de momento de prece.
Na ponteira de nosso barco
Segue a figura que escolhemos
Loira deusa, negro monstro
Firme a recolher-nos
As causas que largamos
As luzes que apagamos
As dores que não consolamos
As penas que não coibimos
As lutas que fugimos
E as vitórias que não alcançamos..
Seguimos agora, Pai da Vida
Na tua senda serena
Plenos de Amor, de Vida
Certos que na Tua lida
Em Tua paz dormiremos
Quando ao fim de cada jornada
Trouxermos, em despedida,
A Tua coroa dourada
De espinhos, torta e dorida
Para nos adornar a fachada
Do Espírito em franca subida
E aos Teus pés depositarmos
Cada Esperança vivida..

Falsos Profetas

Pedi a um amigo explicações para esse trecho do Evangelho. Disse-me ele:


...A palavra é fonte especial de transporte de energias. Se positivas ou negativas, só depende de nós, mesmo. A nossa palavra pode trazer esperança e alegria ao aflito, assim como pode trazer desassossego, mágoa e dor.
É nossa escolha o destino que daremos a ela, para que depois não nos traga arrependimento ao ter de enfrentar face a face as conseqüências das palavras desgarradas que soltamos aos ventos bravios de nossas emoções descontroladas. Peçamos ao Mestre Jesus, sempre, que guie nossas bocas, para que nossa palavra seja sempre de ânimo, de consolo, de carinho, trazendo a quem nos ouve a sensação de aconchego e acalanto. Só assim não seremos nunca taxados de “falsos profetas”, porque estaremos sempre levando ao nosso próximo o Amor de Jesus, embrulhado no nosso, como se fosse um belíssimo presente embrulhado em pacote singelo.

sábado, 15 de setembro de 2012

Amor Verdadeiro

Retirado de uma postagem no Face:


O VERDADEIRO AMOR

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento.
Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio.
O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:

“Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto.
Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete.
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta.
Durante o velório, meu pai não falou.
Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.
Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção: “- Meus filhos, foram 55 bons anos…Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.”
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou: “- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises.
Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade.
Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, e perdoamos nossos erros…
Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim… “
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.”
E, por fim, o professor concluiu: Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.

Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar.
Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.
O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe e terá a indescritível alegria de compartilhar."